Ir
ao banheiro diariamente para realizar as necessidades fisiológicas nem
sempre é encarado de forma natural por algumas mulheres. A razão é que
em decorrência da constipação intestinal - popularmente conhecida como
prisão de ventre ou intestino preso -, muitas delas sentem extrema
dificuldade para evacuar ou passam mais de três dias sem realizar
evacuações.
Hábitos
errados como a má alimentação, sedentarismo e estresse são os
principais causadores do problema. “O consumo excessivo de alimentos
industrializados e uma dieta pobre com pouca ingestão de fibras
contribuem para a ocorrência da prisão de ventre. Não consumir pelo
menos 2 litros de água por dia também pode colaborar para um
comprometimento do fluxo intestinal”, esclarece a Dra. Ana Huggler,
nutricionista da Global Nutrição.
Em
alguns casos a prisão de ventre pode decorrer da ingestão de
medicamentos, na implicação de doenças como a Síndrome do Intestino
Irritável (SII) e diabetes, falta da prática de exercícios físicos ou
durante o período gestacional. “Usar laxantes não é recomendado, pois em
longo prazo pode ocasionar dependência e não surtir mais efeitos no
organismo. O ideal é mudar a alimentos e optar por alimentos ricos em
fibras e que ajudam no funcionamento do intestino”, indica Dra. Ana.
Alimentos que melhoram o fluxo intestinal:
Frutas: Laranja, acerola, ameixa preta seca, pêssego, abacaxi, manga, banana nanica, morango, caqui, melancia e figo.
Verduras e legumes: Quiabo,
almeirão, mandioca, inhame, cará, milho verde, alface, couve manteiga,
couve-flor, repolho, cenoura, mandioquinha e tomate.
Leguminosos: Ervilha, lentilha, grão de bico e soja.
Fibras: Barras de cereais, aveia, farelo de trigo e cereal matinal.
Alimentos integrais: pães, arroz, biscoitos e macarrão.
Sementes: Linhaça, girassol, gergelim e quinoa.
Outros: Iogurtes ou leites fermentados, coalhadas e azeite de oliva.
Para
investir no cardápio adequado e que atenda as necessidades do
organismo, a nutricionista recomenda a Dieta do Genótipo que é baseada
em medições corporais e no tipo sanguíneo de cada pessoa. “Temos 6 tipos
de genótipos: o caçador, coletor, professor, explorador, guerreiro e
nômade e cada pessoa se enquadra dentro de um perfil. Por meio da
identificação das características do indivíduo e o seu genótipo,
desenvolvemos um menu com os alimentos mais favoráveis à sua saúde”,
explica Huggler.
Além
de melhorar a constipação intestinal, essa dieta ajuda a controlar
doenças como diabetes, hipertensão, alterações de colesterol, dores de
cabeça, acne e contribui para a desintoxicação do corpo. “Como funciona
ativando ou silenciando os genes que são capazes de acumular gordura em
excesso, também é indicada para quem busca eliminar o sobrepeso de forma
saudável, porém, em curto prazo”, descreve a doutora.
A
doutora faz uma ressalva que essa dieta não deve ser seguida por
menores de 16 anos que estão acima do peso e gestantes, pois precisam de
uma alimentação recomendada pelo médico. “A Dieta do Genótipo não é
igual para todos, por isso é preciso buscar o auxílio de um
nutricionista para indicar quais alimentos são melhor absorvidos pelo
seu organismo”, alerta Dra. Ana Huggler.
fonte: Assessoria Global Nutrição
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