Plano de
Ação de 2014, apresentado esta semana pelo Ministério
do Turismo, também prevê aumento na receita e acréscimo
em viagens domésticas
Aumentar para 7,2 milhões a
entrada de turistas estrangeiros, para US$ 9,2 bilhões a receita com
o turismo internacional e para 226,4 milhões o número de
viagens domésticas pelo país. Estas são algumas das
metas do Plano de Ação 2014 do Ministério do Turismo,
apresentado esta semana em um seminário.
O propósito do plano
é alcançar as metas estabelecidas pelo Plano Nacional do
Turismo (2013-2016), entre elas, o de posicionar o Brasil como a terceira
maior economia turística do mundo até 2022. Hoje o
país é o sexto colocado, com uma receita de US$ 76,1
bilhões.
Com destinos mais competitivos, o
grau de atratividade cresce. Do mesmo modo, aumenta o número de
turistas que visitam o país. No ano passado, o Brasil recebeu
quase seis milhões de estrangeiros, o que representa uma receita
internacional de cerca de US$ 6 bilhões. Também foram
realizadas cerca de 215 milhões de viagens internas pelo
país.
Publicado no Diário oficial
no último dia 14 de fevereiro, o plano apresenta 47 iniciativas para
desenvolver o turismo nacional neste ano, especialmente no que diz respeito
à estruturação, fomento e promoção do
turismo.
Inovação
Buscando a transparência
cada vez maior na administração pública, também
foi apresentada a nova versão Sistema de Monitoramento de Desempenho
do MTur, usado para controle interno das ações nas
áreas técnicas. A inclusão de dois novos
módulos informatizados vão possibilitar aos servidores um
acompanhamento da execução do orçamento e outro da
gratificação de desempenho. Os dois são
inéditos e podem render um novo prêmio ao MTur.
No ano passado, o MTur ganhou dois
prêmios da Controladoria Geral da União (CGU), em
reconhecimento às boas práticas implementadas na pasta para o
Controle de Gestão. O Siacor, um sistema de acompanhamento de
contratos de repasse, e o Sistema de Controle de Demandas Externas, um
sistema de cadastro inteligente que direciona eletronicamente os pedidos a
áreas específicas do Ministério do Turismo.
fonte: Imprensa - Ministério do Turismo
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
E AGORA, OLGA? CESAR TEIXEIRA É DISCRIMINADO NA AGENDA CULTURAL DO GOVERNO DO ESTADO
(Extraído do Blog do Neuton César - BNC - com base no Facebook de Irinete Chaves Silva)
A
Secretaria de Estado da Cultura (SECMA), dirigida por Olga Maria Lenza
Simão, resolveu decapitar literalmente o poeta, jornalista e compositor
Cesar Teixeira. Desde o período junino do ano passado o artista vem
sendo excluído da programação cultural da SECMA, fato que se repete no
período carnavalesco de 2014. Deve-se ressaltar que Cesar Teixeira há
anos tem se apresentado em praças e outros espaços públicos durante as
programações de Carnaval e São João na capital, sobretudo pelo
reconhecimento público de sua obra musical, de irretocável importância
para a cultura do Maranhão.
Como se sabe, as apresentações dos
artistas, grupos e outras manifestações da cultura popular são pagas com
verbas públicas destinadas a tais eventos. Portanto, é inadmissível que
um órgão cultural do governo, na ausência de editais, se aproprie do
erário público para decidir quem deve ou não participar de programações
culturais públicas, exercendo uma espécie de censura institucional
àqueles artistas que não rezam na cartilha do governo Roseana Sarney.
Não havendo motivo para duvidar do talento desse artista, assim como de
sua luta em favor da cultura maranhense, a atitude da SECMA contra
Cesar Teixeira parece ser mais uma retaliação política contra sua
postura crítica em relação à administração do Estado e sua permanente
atuação na defesa dos direitos humanos, que também são culturais.
Deve-se ainda acrescentar que, recentemente, num gesto de altruísmo,
cedeu uma música sua para o Grupo Lamparina participar do Festival de
Música Carnavalesca promovido pela TV Mirante, da família Sarney,
obtendo o segundo lugar.
Portanto, a Secretária Olga Maria Lenza
Simão, deve uma explicação à comunidade de São Luís, principalmente aos
fãs e admiradores do artista, que tradicionalmente acompanham as suas
apresentações durante os períodos junino e carnavalesco. Se as músicas
de Cesar Teixeira desagradam à SECMA, ou ao governo do Maranhão, a culpa
não é do artista, que sequer foi informado se o seu ofício subiu ou não
as escadas entre o Protocolo e o gabinete da Secretária. Da primeira
vez disseram que não... E agora, Olga?
Carnaval de São Luís: festa e solidão!
E um sobrinho meu foi passar o carnaval no interior do estado. Fui deixar ele no Anel Viário, de onde iria partir o ônibus.
Assim como ele, tantas outras pessoas estão fazendo o mesmo: seguindo rumo a uma das outras 213 cidades maranhenses (não conto Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar, porque é como nem sair daqui) ou a uma das vinte e seis unidades federativas.
Mas nem sempre foi assim. Houve tempo, em que curtir o carnaval em São Luís era quase que uma obrigação. Nem mesmo os egressos de outras cidades, que vinham morar aqui, queriam passar a folia de momo na terra natal. Era um tal de “só volto aqui quando der...” E quase nunca dava. Hoje, qualquer folga é a oportunidade para se ver longe da Ilha. Feriados como o carnaval é uma boa. São cinco dias bem longe da capital maranhense. Por tabela, distância de problemas. Natal e Ano Novo se confundem; são logo sete, oito, nove dias fora. Semana Santa é bem parecido. Independência do Brasil e aniversário de São Luís aumentam as estatísticas. Pobre aniversariante, nossa cidade! Não conta com tantos convidados para aplaudi-la na sua festa... A vontade de ir “em casa” e sair daqui é tão grande, que quem veio de cidades próximas, como Pinheiro, São Bento, Anajatuba, Itapecuru, Morros, Axixá, entre outras, não perde um final de semana aqui. Sexta-feira à noite ou sábado “no cagar dos pintos”, mochila nas costas ... Tchau, São Luís!
Foi-se o tempo em que carnaval aqui era uma boa pedida. Não é por causa das atrações (tirando artistas sertanejos, que tem tudo a ver – para não dizer o contrário), não é por falta de opções, não é pela ausência de bailes e festas e tão pouco pelo amor a “terra onde nasci”. É pela tranquilidade, calma, menor violência,... é pela segurança. O que todos querem ver durante o período de momo é arrastão de alegria, blocos de amigos, reunião de brincantes. Carnaval é isso!
Com a cidade quase vazia, espero que São Luís não bata o recorde de tristeza e fatos lamentáveis nos cinco dias. Porque até os ladrões estão indo “brincar” no interior.
Assim como ele, tantas outras pessoas estão fazendo o mesmo: seguindo rumo a uma das outras 213 cidades maranhenses (não conto Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar, porque é como nem sair daqui) ou a uma das vinte e seis unidades federativas.
Mas nem sempre foi assim. Houve tempo, em que curtir o carnaval em São Luís era quase que uma obrigação. Nem mesmo os egressos de outras cidades, que vinham morar aqui, queriam passar a folia de momo na terra natal. Era um tal de “só volto aqui quando der...” E quase nunca dava. Hoje, qualquer folga é a oportunidade para se ver longe da Ilha. Feriados como o carnaval é uma boa. São cinco dias bem longe da capital maranhense. Por tabela, distância de problemas. Natal e Ano Novo se confundem; são logo sete, oito, nove dias fora. Semana Santa é bem parecido. Independência do Brasil e aniversário de São Luís aumentam as estatísticas. Pobre aniversariante, nossa cidade! Não conta com tantos convidados para aplaudi-la na sua festa... A vontade de ir “em casa” e sair daqui é tão grande, que quem veio de cidades próximas, como Pinheiro, São Bento, Anajatuba, Itapecuru, Morros, Axixá, entre outras, não perde um final de semana aqui. Sexta-feira à noite ou sábado “no cagar dos pintos”, mochila nas costas ... Tchau, São Luís!
Foi-se o tempo em que carnaval aqui era uma boa pedida. Não é por causa das atrações (tirando artistas sertanejos, que tem tudo a ver – para não dizer o contrário), não é por falta de opções, não é pela ausência de bailes e festas e tão pouco pelo amor a “terra onde nasci”. É pela tranquilidade, calma, menor violência,... é pela segurança. O que todos querem ver durante o período de momo é arrastão de alegria, blocos de amigos, reunião de brincantes. Carnaval é isso!
Com a cidade quase vazia, espero que São Luís não bata o recorde de tristeza e fatos lamentáveis nos cinco dias. Porque até os ladrões estão indo “brincar” no interior.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Mais da metade dos internautas brasileiros vai descansar no Carnaval
| 40% consideram a festa um desperdício de tempo e dinheiro | |
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Regularizado atendimento do SAMU pelo 192
NOTA - Regularizado atendimento do SAMU pelo 192
Na manhã desta quinta-feira (27), devido a uma falha técnica nos serviços da operadora de telefonia OI o número do SAMU ficou temporariamente fora do ar. O funcionamento foi restabelecido nesta tarde e as ligações para solicitar o serviço já podem ser realizadas para o 192.
fonte: SECOM - Prefeitura de São Luís-MA
Passarela do Samba já foi entregue
A festa do carnaval de passarela de São Luís começou. Quem está no comando, agora, é o Bicho Terra.
Veja no registro, via Instagram, do repórter cinematográfico Marcos Jacob e acompanhe, amanhã, a reportagem completa nos telejornais da TV Guará, canal 23.
Veja no registro, via Instagram, do repórter cinematográfico Marcos Jacob e acompanhe, amanhã, a reportagem completa nos telejornais da TV Guará, canal 23.
O carnaval começou... Primeiro bloco a desfilar, o do Mensalão
Uma reviravolta já quase que esperada se concretizou hoje, naquilo que o presidente do Supremo Tribunal Federal definiu como "uma tarde triste para o Supremo". O plenário do STF decidiu, por seis votos a cinco, que oito condenados no Mensalão não podem ser enquadrados pelo crime de formação de quadrilha. Entre os que ganharam o perdão estão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-presidente do PT José Genoino. A nova decisão foi tomada com base nos recursos chamados "embargos infringentes". Mas é bom que uma coisa fica clara: as condenações anteriores não mudam.
Seis ministros votaram pela absolvição: Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Cinco ministros defenderam que houve formação de quadrilha: Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Ou seja, os desvios de recursos públicos e as fraudes em empréstimos para pagar propina a parlamentares, mesmo tendo sido feitos em conjunto por todos os envolvidos no escândalo, não configuram prova de formação de quadrilha. Se assim for, o que será que eles fizeram? Cada um meteu a mão no erário público sem consulta prévia aos colegas e houve coincidência na ação e na finalidade dela? Difícil acreditar nisso...
Seis ministros votaram pela absolvição: Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Cinco ministros defenderam que houve formação de quadrilha: Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Ou seja, os desvios de recursos públicos e as fraudes em empréstimos para pagar propina a parlamentares, mesmo tendo sido feitos em conjunto por todos os envolvidos no escândalo, não configuram prova de formação de quadrilha. Se assim for, o que será que eles fizeram? Cada um meteu a mão no erário público sem consulta prévia aos colegas e houve coincidência na ação e na finalidade dela? Difícil acreditar nisso...
Apesar desta nova vergonha nacional, os envolvidos no Mensalão continuam presos. O que muda é a pena de cada um. Dirceu e Delúbio Soares permanecem no regime semiaberto e podem deixar o presídio durante o dia para trabalhar. Delúbio Soares já tem emprego na Central Única de Trabalhadores (CUT). Dirceu aguarda autorização judicial. José Genoino se encontra em prisão domiciliar por motivo de saúde; está no regime semiaberto. Os ex-dirigentes do Banco Rural, José Roberto Salgado e Kátia Rabello, Marcos Valério e os ex-sócios dele, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, permanecem no regime fechado.
Ao menos este grupo de conhecidos brasileiros já começa a pular o carnaval antes da sexta-feira chegar.
Médicos lançam nota em defesa da saúde
Uma comissão de médicos lançou uma nota, demonstrando sua preocupação com os rumos da saúde no Brasil. Eles criticam a forma de acesso aos serviços públicos e a contratação de profissionais sem nenhum tipo de garantias para eles.
Segue abaixo a nota:
MÉDICOS EM DEFESA DA SAÚDE
A dificuldade de acesso da população aos serviços de saúde nas redes pública e privada configura preocupação recorrente das entidades médicas brasileiras. É inaceitável que nosso país ainda seja obrigado a conviver com a falta de investimentos e com a gestão ineficiente. Apesar da vontade popular, expressa em protestos nas ruas, o Governo insiste em não ver que o que se pede é o direito à saúde de qualidade, como mostram, inclusive, diversas pesquisas de opinião.
O formato de contratação dos médicos – sem garantias trabalhistas expressas, com contratos precários e com uma remuneração não compatível com a responsabilidade – é ponto crucial. Para enfrentá-las, o Estado Brasileiro precisa assumir seu dever de oferecer uma solução estruturante com o aperfeiçoamento dos serviços de saúde, dotando-os de infraestrutura e de recursos humanos valorizados, para atender de forma eficaz e com equidade a população.
Para avançar e aperfeiçoar a gestão do SUS é necessário um financiamento suficiente, transparente e responsável. Foi com esta convicção que as entidades médicas e demais instituições que compõem o Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública, o Saúde+10, entregaram ao Congresso Nacional mais de dois milhões de assinaturas em favor da aplicação de 10% das receitas correntes brutas da União na saúde pública.
As entidades médicas, os representantes de conselhos, associações, sindicatos e sociedades de especialidades médicas, reunidas em Brasília nesta quarta-feira (26), decidiram por consenso intensificar a luta em defesa da Saúde e pelas condições para o pleno exercício da Medicina, desenvolvendo as seguintes ações:
1) Realizar mobilização nacional dos médicos e da sociedade em defesa da saúde e da Medicina de qualidade, tendo a semana do dia 7 de abril (Dia Mundial da Saúde) como referência para início das atividades. Estão previstos protestos, caminhadas, atos públicos e assembleias em todos os Estados para alertar a população para os problemas;
2) Intensificar a luta por uma carreira de Estado e desprecarização do trabalho médico na rede pública, dando-lhe as condições estruturais para exercer seu papel e o estimulo profissional necessário para migrar e se fixar no interior e em áreas de difícil provimento;
3) Apoio ao aumento do financiamento público da saúde, com reajuste da Tabela SUS e aprovação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular Saúde + 10 (PLP 321/2013), denunciando à sociedade o descaso nas respostas e omissões das autoridades governamentais e do Congresso Nacional sobre este pleito.
Com estas ações, os médicos querem reforçar a luta pela saúde como um direito verdadeiramente universal. Conclamamos também a sociedade civil organizada a se posicionar em benefício de um sistema de saúde de qualidade.
COMISSÃO NACIONAL PRÓ-SUS
fonte: Acontece Comunicação e Notícias
A dificuldade de acesso da população aos serviços de saúde nas redes pública e privada configura preocupação recorrente das entidades médicas brasileiras. É inaceitável que nosso país ainda seja obrigado a conviver com a falta de investimentos e com a gestão ineficiente. Apesar da vontade popular, expressa em protestos nas ruas, o Governo insiste em não ver que o que se pede é o direito à saúde de qualidade, como mostram, inclusive, diversas pesquisas de opinião.
O formato de contratação dos médicos – sem garantias trabalhistas expressas, com contratos precários e com uma remuneração não compatível com a responsabilidade – é ponto crucial. Para enfrentá-las, o Estado Brasileiro precisa assumir seu dever de oferecer uma solução estruturante com o aperfeiçoamento dos serviços de saúde, dotando-os de infraestrutura e de recursos humanos valorizados, para atender de forma eficaz e com equidade a população.
Para avançar e aperfeiçoar a gestão do SUS é necessário um financiamento suficiente, transparente e responsável. Foi com esta convicção que as entidades médicas e demais instituições que compõem o Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública, o Saúde+10, entregaram ao Congresso Nacional mais de dois milhões de assinaturas em favor da aplicação de 10% das receitas correntes brutas da União na saúde pública.
As entidades médicas, os representantes de conselhos, associações, sindicatos e sociedades de especialidades médicas, reunidas em Brasília nesta quarta-feira (26), decidiram por consenso intensificar a luta em defesa da Saúde e pelas condições para o pleno exercício da Medicina, desenvolvendo as seguintes ações:
1) Realizar mobilização nacional dos médicos e da sociedade em defesa da saúde e da Medicina de qualidade, tendo a semana do dia 7 de abril (Dia Mundial da Saúde) como referência para início das atividades. Estão previstos protestos, caminhadas, atos públicos e assembleias em todos os Estados para alertar a população para os problemas;
2) Intensificar a luta por uma carreira de Estado e desprecarização do trabalho médico na rede pública, dando-lhe as condições estruturais para exercer seu papel e o estimulo profissional necessário para migrar e se fixar no interior e em áreas de difícil provimento;
3) Apoio ao aumento do financiamento público da saúde, com reajuste da Tabela SUS e aprovação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular Saúde + 10 (PLP 321/2013), denunciando à sociedade o descaso nas respostas e omissões das autoridades governamentais e do Congresso Nacional sobre este pleito.
Com estas ações, os médicos querem reforçar a luta pela saúde como um direito verdadeiramente universal. Conclamamos também a sociedade civil organizada a se posicionar em benefício de um sistema de saúde de qualidade.
COMISSÃO NACIONAL PRÓ-SUS
fonte: Acontece Comunicação e Notícias
Trânsito da capital já sente feriado
Com a proximidade dos dias fortes do carnaval, o trânsito de São Luís começa a mudar. Andando por algumas das principais avenidas, percebi que já há uma mudança no rotina do cidadão que reside por aqui.
Saindo do Renascença, encontrei o trânsito fluindo tranquilamente na Avenida Marechal Castelo Branco (no São Francisco), Ponte do São Francisco, na Avenida Beira-mar (centro), na Avenida dos Africanos (trecho entre a Areinha e proximidades do Parque Amazonas/ entrada do Bairro de Fátima até o Santo Antonio).
Apenas em dois pontos houve retenção: na altura do Mercado do Peixe, devido a movimentação em torno da Passarela do Samba e em pequeno trecho da Avenida dos Africanos, onde havia barreira policial.
No trecho compreendido entre o antigo Casino Maranhense e o Terminal de Integração da Praia Grande, a sensação de quem passava com seu veículo era de um feriado em fim de dia, pois estava completamente vazio de carros e pessoas.
Abertura oficial da passarela do samba acontece nesta quinta-feira. Samu recebe reforço no Carnaval
A Prefeitura de
São Luís abre oficialmente, nesta quinta-feira (27), o Carnaval da Passarela do
Samba, fortalecendo a tradição de oferecer ao grande público uma programação
voltada para a valorização das agremiações carnavalescas da capital maranhense.
Na programação de abertura a entrada é acessível para todos. Nos dias
seguintes, haverá distribuição de bilhetes gratuitamente.
Este ano o tema
escolhido foi “Batuca Brasil na Passarela da Folia”, valorizando a diversidade
dos batuques das manifestações culturais presentes na programação: da bateria
de escola de samba aos contratempos dos blocos tradicionais, dos tambores de
crioula à batida frenética das tribos de índio, dos apitos das turmas de samba
à festa dos blocos organizados. Todos reunidos na grande Passarela do Samba
que, em ano de Copa, celebra também a alegria de ser brasileiro.
Às 18h tem início a concentração dos foliões para o grande arrastão da folia, com a presença da Corte de Momo, os brincantes do Bicho Terra e os foliões da comunidade ao som da Banda da Máquina de Descascar’alho, entre o colorido de confetes e serpentinas. Depois, será feita a entrega simbólica da chave da Cidade ao Rei Momo Cosme Bruno às 20h.
A programação de abertura não tem o caráter de concurso. Na Passarela irão desfilar as tribos de índio, o Bloco Tradicional Boêmios do Ritmo e as tradicionais turmas de samba, com o grupo Fuzileiro da Fuzarca encerrando a programação às 23h30.
ESTRUTURA DA PASSARELA
A Fundação Municipal de Cultura (Func), realizadora do evento, espera receber um público de mais de seis mil pessoas por dia, distribuídos em sete setores de arquibancadas com capacidade para 3.900 lugares. Trinta e seis camarotes foram disponibilizados, sendo 25 para a comercialização, nove camarotes para os jurados do concurso, dois camarotes para receber a imprensa, um para os locutores oficiais do evento, um para a cabine de som, e um institucional que comporta cerca de 300 pessoas; 1000 cadeiras de pista, localizadas à margem da Passarela.
Com 200 metros de pista (14 a mais para dispersão e concentração) e 12 metros de altura, a Passarela receberá mais de 82 agremiações. Entre as concorrentes nove escolas de samba participam da disputa ao prêmio de R$ 40 mil. Entre os blocos tradicionais do grupo A, a disputa gira em torno do prêmio de R$ 20 mil, e receberá R$ 15 mil ao grupo vencedor dos blocos tradicionais do grupo B e também ao vencedor dos blocos alternativos.
O acesso à Passarela é livre, mediante a retirada gratuita de ingressos, por pessoa e por setor, a partir das 14h. Desta forma, a distribuição dos ingressos estará sujeita ao limite de 4.900 lugares por dia, não podendo ultrapassar esta margem.
Haverá banheiros ecológicos espalhados dentro e em todo entorno da Passarela. E, também, barracas e vendedores ambulantes, credenciados e capacitados para o manejo e a utilização adequada de alimentos e venda de bebidas. Uma equipe da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar (Semsa) estará orientando os comerciantes e consumidores, com a entrega de materiais descartáveis (luvas, toucas) e cartilhas explicativas.
Em efetivo de 80 policiais foi acionado pela Polícia Militar para garantir mais segurança na Passarela e entorno. Também haverá um posto de atendimento médico para primeiros socorros, com ambulância disponível durante o horário da programação.
Tudo isso, com o suporte das secretarias municipais: de Turismo (Setur), de Saúde (Semus), de Comunicação (Secom), de Obras e Serviços Públicos (Semosp), de Urbanismo e Habitação (Semurh), de Trânsito e Transporte (SMTT), de Segurança Alimentar (Semsa), de Segurança (Semusc), Instituto Municipal de Paisagem Urbana (Impur), além da 1ª Vara da Infância e Juventude, Centrais Elétricas do Maranhão (Cemar), Cité Luz, Corpo de Bombeiros e Delegacia de Costumes.
Confira a programação para a quinta-feira (27):
DIA 27/02 – QUINTA-FEIRA
18h – Concentração do Arrastão da Folia, com a Corte de Momo, brincantes do Bicho Terra, foliões comunitários e animação da Máquina de Descascar’alho.
20h – Abertura oficial do Carnaval de Passarela com a entrega, simbólica, da chave da Cidade ao Rei Momo, com a participação da Banda Bicho Terra.
Desfile das Tribos de Índio
21h às 22h – Tupiniquins, Curumim, Tapiaca Uhu, Sioux, Carajás, Itapoã, Upaon-Açu e Tupinambá do Anjo da Guarda.
Desfile dos Blocos Tradicionais (Não Concorre)
22h05 às 22h20 – Boêmios do Ritmo
Desfile das Turmas de Samba
22h25 às 22h40 – Ritmistas de São José de Ribamar
22h45 às 23h – Ritmistas da Madre Deus
23h05 às 23h25 – Vinagreira do Samba
23h30 às 23h50 – Fuzileiros da Fuzarca
Prefeitura reforça estrutura do SAMU para o carnaval
A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) reforçou a estrutura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) durante o carnaval. A partir desta sexta-feira (28), uma ambulância ficará de plantão nas imediações da Passarela do Samba para atuar no transporte de pacientes atendidos pelo posto fixo que a Semus terá naquela área. Além disso, a frota foi reforçada e terá 14 veículos e duas motolâncias funcionando ininterruptamente para atender ocorrências em toda a cidade.
O coordenador do SAMU, José Sales, explica que as ambulâncias vão ficar em pontos estratégicos que permitam um deslocamento mais ágil, atendendo determinação do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. “Teremos veículos no Parque do Bom Menino, nas Unidades Mistas do Coroadinho e São Bernardo, no Socorrinho do Cohatrac, no Centro de Saúde da Vila Fialho, na Maternidade Nazira Assub na Estiva e no posto da Polícia Rodoviária Federal, na BR-135. Essa descentralização vai permitir acionar a ambulância que estiver no local mais próximo ao da ocorrência”, disse.
Todo esse trabalho será coordenado pela Central do SAMU, localizado no Itaqui-Bacanga, onde também haverá viaturas prontas para o atendimento da população. Outra preocupação da Semus foi garantir pessoal e material suficiente para que as equipes possam prestar o atendimento adequado à população; por isso, vários profissionais estarão de plantão 24 horas e as ambulâncias do SAMU devidamente equipadas com toda a estrutura técnica necessária.
José Sales lembra que no período carnavalesco há um expressivo aumento da demanda para o SAMU, especialmente de ocorrências decorrentes de violência nas festas carnavalescas e acidentes automobilísticos. “A nossa recomendação é que os foliões evitem a associação de álcool com direção, use cinto de segurança e divirta-se sem excessos”, alerta.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta ainda que a população evite a comunicação de falsas ocorrências, o chamado trote, que pode trazer prejuízos, pois além das linhas telefônicas ficarem sobrecarregadas e pessoas que necessitarem de atendimento não conseguirem contatar o SAMU, há ainda possibilidade de ambulâncias serem deslocadas, deixando de atender quem realmente precisa.
fonte: SECOM - Prefeitura de São Luís-MA
Às 18h tem início a concentração dos foliões para o grande arrastão da folia, com a presença da Corte de Momo, os brincantes do Bicho Terra e os foliões da comunidade ao som da Banda da Máquina de Descascar’alho, entre o colorido de confetes e serpentinas. Depois, será feita a entrega simbólica da chave da Cidade ao Rei Momo Cosme Bruno às 20h.
A programação de abertura não tem o caráter de concurso. Na Passarela irão desfilar as tribos de índio, o Bloco Tradicional Boêmios do Ritmo e as tradicionais turmas de samba, com o grupo Fuzileiro da Fuzarca encerrando a programação às 23h30.
ESTRUTURA DA PASSARELA
A Fundação Municipal de Cultura (Func), realizadora do evento, espera receber um público de mais de seis mil pessoas por dia, distribuídos em sete setores de arquibancadas com capacidade para 3.900 lugares. Trinta e seis camarotes foram disponibilizados, sendo 25 para a comercialização, nove camarotes para os jurados do concurso, dois camarotes para receber a imprensa, um para os locutores oficiais do evento, um para a cabine de som, e um institucional que comporta cerca de 300 pessoas; 1000 cadeiras de pista, localizadas à margem da Passarela.
Com 200 metros de pista (14 a mais para dispersão e concentração) e 12 metros de altura, a Passarela receberá mais de 82 agremiações. Entre as concorrentes nove escolas de samba participam da disputa ao prêmio de R$ 40 mil. Entre os blocos tradicionais do grupo A, a disputa gira em torno do prêmio de R$ 20 mil, e receberá R$ 15 mil ao grupo vencedor dos blocos tradicionais do grupo B e também ao vencedor dos blocos alternativos.
O acesso à Passarela é livre, mediante a retirada gratuita de ingressos, por pessoa e por setor, a partir das 14h. Desta forma, a distribuição dos ingressos estará sujeita ao limite de 4.900 lugares por dia, não podendo ultrapassar esta margem.
Haverá banheiros ecológicos espalhados dentro e em todo entorno da Passarela. E, também, barracas e vendedores ambulantes, credenciados e capacitados para o manejo e a utilização adequada de alimentos e venda de bebidas. Uma equipe da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar (Semsa) estará orientando os comerciantes e consumidores, com a entrega de materiais descartáveis (luvas, toucas) e cartilhas explicativas.
Em efetivo de 80 policiais foi acionado pela Polícia Militar para garantir mais segurança na Passarela e entorno. Também haverá um posto de atendimento médico para primeiros socorros, com ambulância disponível durante o horário da programação.
Tudo isso, com o suporte das secretarias municipais: de Turismo (Setur), de Saúde (Semus), de Comunicação (Secom), de Obras e Serviços Públicos (Semosp), de Urbanismo e Habitação (Semurh), de Trânsito e Transporte (SMTT), de Segurança Alimentar (Semsa), de Segurança (Semusc), Instituto Municipal de Paisagem Urbana (Impur), além da 1ª Vara da Infância e Juventude, Centrais Elétricas do Maranhão (Cemar), Cité Luz, Corpo de Bombeiros e Delegacia de Costumes.
Confira a programação para a quinta-feira (27):
DIA 27/02 – QUINTA-FEIRA
18h – Concentração do Arrastão da Folia, com a Corte de Momo, brincantes do Bicho Terra, foliões comunitários e animação da Máquina de Descascar’alho.
20h – Abertura oficial do Carnaval de Passarela com a entrega, simbólica, da chave da Cidade ao Rei Momo, com a participação da Banda Bicho Terra.
Desfile das Tribos de Índio
21h às 22h – Tupiniquins, Curumim, Tapiaca Uhu, Sioux, Carajás, Itapoã, Upaon-Açu e Tupinambá do Anjo da Guarda.
Desfile dos Blocos Tradicionais (Não Concorre)
22h05 às 22h20 – Boêmios do Ritmo
Desfile das Turmas de Samba
22h25 às 22h40 – Ritmistas de São José de Ribamar
22h45 às 23h – Ritmistas da Madre Deus
23h05 às 23h25 – Vinagreira do Samba
23h30 às 23h50 – Fuzileiros da Fuzarca
Prefeitura reforça estrutura do SAMU para o carnaval
A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) reforçou a estrutura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) durante o carnaval. A partir desta sexta-feira (28), uma ambulância ficará de plantão nas imediações da Passarela do Samba para atuar no transporte de pacientes atendidos pelo posto fixo que a Semus terá naquela área. Além disso, a frota foi reforçada e terá 14 veículos e duas motolâncias funcionando ininterruptamente para atender ocorrências em toda a cidade.
O coordenador do SAMU, José Sales, explica que as ambulâncias vão ficar em pontos estratégicos que permitam um deslocamento mais ágil, atendendo determinação do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. “Teremos veículos no Parque do Bom Menino, nas Unidades Mistas do Coroadinho e São Bernardo, no Socorrinho do Cohatrac, no Centro de Saúde da Vila Fialho, na Maternidade Nazira Assub na Estiva e no posto da Polícia Rodoviária Federal, na BR-135. Essa descentralização vai permitir acionar a ambulância que estiver no local mais próximo ao da ocorrência”, disse.
Todo esse trabalho será coordenado pela Central do SAMU, localizado no Itaqui-Bacanga, onde também haverá viaturas prontas para o atendimento da população. Outra preocupação da Semus foi garantir pessoal e material suficiente para que as equipes possam prestar o atendimento adequado à população; por isso, vários profissionais estarão de plantão 24 horas e as ambulâncias do SAMU devidamente equipadas com toda a estrutura técnica necessária.
José Sales lembra que no período carnavalesco há um expressivo aumento da demanda para o SAMU, especialmente de ocorrências decorrentes de violência nas festas carnavalescas e acidentes automobilísticos. “A nossa recomendação é que os foliões evitem a associação de álcool com direção, use cinto de segurança e divirta-se sem excessos”, alerta.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta ainda que a população evite a comunicação de falsas ocorrências, o chamado trote, que pode trazer prejuízos, pois além das linhas telefônicas ficarem sobrecarregadas e pessoas que necessitarem de atendimento não conseguirem contatar o SAMU, há ainda possibilidade de ambulâncias serem deslocadas, deixando de atender quem realmente precisa.
fonte: SECOM - Prefeitura de São Luís-MA
Operação Carnaval da PRF começa a meia-noite
Na virada do dia, a Polícia Rodoviária federal vai dar início a mais uma Operação Carnaval.
A fiscalização vai ser intensificada nos trechos de maior movimentação das BR's.
Confira a reportagem completa no site da TV Guará:
http://www.tvguara.com/portalguara/policial/item/667-operacao-carnaval-2014-sera-deflagrada-pela-prf-nesta-sexta?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook
A fiscalização vai ser intensificada nos trechos de maior movimentação das BR's.
Confira a reportagem completa no site da TV Guará:
http://www.tvguara.com/portalguara/policial/item/667-operacao-carnaval-2014-sera-deflagrada-pela-prf-nesta-sexta?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook
Bolsa Família: mudança de escola dos alunos deve ser comunicada
Famílias com crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos que trocaram de escola em
2014 devem comunicar a alteração ao Centro de Referência de Assistência
Social ou ao setor responsável pelo programa no município
No início de cada ano letivo, é comum a mudança de escola por um grande
número de crianças e adolescentes matriculados na rede pública de
ensino. Por essa razão, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate
à Fome (MDS) orienta que as famílias beneficiárias do Bolsa Família,
cujos filhos entre 6 e 17 anos mudaram de escola em 2014, precisam
comunicar a alteração ao Centro de Referência de Assistência Social
(Cras) ou ao setor responsável no município.
Apenas
com a informação correta da escola é possível que o governo federal
faça o acompanhamento adequado da frequência escolar de crianças e
adolescentes atendidas pelo programa. Pelas regras do Bolsa Família, a frequência
escolar mínima é de 85%, para estudantes de 6 a 15 anos, e de 75% para
estudantes de 16 e 17 anos. O cumprimento dessas condicionalidades é
fundamental para que a família continue recebendo o benefício.
Mãe
de seis crianças em idade escolar, a dona de casa Renata Pereira da
Costa Santos, 28 anos, foi convocada a comparecer ao Cras de Brasília
para informar sobre a mudança de escola dos filhos, matriculados na rede
pública. Quatro deles – que estudavam no Centro de Ensino Fundamental
1, da Vila Planalto – foram transferidos para o Centro Educacional Gisno
da Asa Norte.
“Vim
assim que me chamaram. Aqui, eles me disseram que eu devia informar o
endereço da escola para onde os meninos foram transferidos”, disse a
beneficiária do Bolsa Família, logo após ser atendida por um funcionário
do centro de referência. “Aproveitei para informar o nascimento do meu
filho mais novo.”
Conscientização
– O beneficiário não precisa esperar uma convocação para informar
qualquer mudança ocorrida na situação familiar. “O ideal é que a família
comunique a mudança de escola e outras alterações da situação familiar o
quanto antes, para evitar problemas no recebimento do benefício”,
orienta o diretor de Condicionalidades do Ministério do Desenvolvimento
de Combate à Fome (MDS), Daniel Ximenes.
Quando
a mudança da escola não é informada, o governo não pode fazer o
acompanhamento escolar e notifica a família por descumprimento da
condicionalidade de educação. Segundo Ximenes, as famílias que não
conseguem manter os filhos na escola recebem atendimento da rede
socioassistencial para identificar as causas do afastamento e ajudá-las a
regularizar a situação.
Para
a diretora do Cras de Brasília, Iaponira Pontes de Souza, a
conscientização dos beneficiários sobre a importância da atualização
cadastral faz parte da rotina das equipes de atendimento. “Realizamos
reuniões quinzenais com os grupos de acolhida e também nas escolas, com a
participação das famílias.”
Mensagem
– Neste ano, espera-se a matrícula, no Ensino Fundamental, de 1,3
milhão de crianças com 6 anos de idade, completados entre 1º de abril de
2013 e 31 de março de 2014. Por isso, o MDS
enviou às famílias mensagens no extrato de pagamento do benefício
avisando sobre a necessidade de matricular a criança na escola, bem como
de repassar a informação ao setor responsável pelo Bolsa Família.
“A
informação contribui para a efetivação do direito das crianças e dos
adolescentes à educação”, afirma Ximenes. Ele destaca a importância das
prefeituras em oferecer um bom acolhimento aos beneficiários e para
qualificar as informações no Cadastro Único e no Sistema Presença, do
Ministério da Educação. “A participação dos municípios é fundamental
para manter os bons resultados alcançados no acompanhamento das
condicionalidades.”
Além
dos compromissos na área de educação, os beneficiários também devem
cumprir as condicionalidades de saúde, que incluem vacinação das
crianças de 0 a 6 anos e realização de consultas de pré-natal pelas
gestantes.
fonte: assessoria do Ministério do Desenvolvimento Social - MDS
Sistema telefônico da SAMU está fora do ar
Quem precisar do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) na região metropolitana de São Luís vai precisar de paciência. O atendimento telefônico do serviço está fora do ar.
De acordo com a assessoria da Prefeitura de São Luís, o problema é com a operadora de telefonia Oi, que serve o canal através do 192.
A Prefeitura recomenda, ainda, que os usuários liguem para o Corpo de Bombeiros (193) e o CIOPS (190), que eles encaminharam a demanda ao SAMU.
Abaixo, nota da Prefeitura de São Luís.
Devido a uma falha técnica nos serviços da operadora de telefonia OI, o 192, número do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), está fora do ar. Os usuários que precisarem do atendimento devem ligar para o 190 ou 193. O Corpo de Bombeiros e o CIOPS, estão prontos para fazer o direcionamento das demandas para o SAMU. De acordo com informações da OI, o número 192 deve ser restabelecido até às 20h de hoje (27).
De acordo com a assessoria da Prefeitura de São Luís, o problema é com a operadora de telefonia Oi, que serve o canal através do 192.
A Prefeitura recomenda, ainda, que os usuários liguem para o Corpo de Bombeiros (193) e o CIOPS (190), que eles encaminharam a demanda ao SAMU.
Abaixo, nota da Prefeitura de São Luís.
NOTA DA PREFEITURA DE SÃO LUÍS
Devido a uma falha técnica nos serviços da operadora de telefonia OI, o 192, número do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), está fora do ar. Os usuários que precisarem do atendimento devem ligar para o 190 ou 193. O Corpo de Bombeiros e o CIOPS, estão prontos para fazer o direcionamento das demandas para o SAMU. De acordo com informações da OI, o número 192 deve ser restabelecido até às 20h de hoje (27).
Orientações para não se endividar no carnaval
Uma boa parcela da população já está se preparando para o carnaval e, geralmente, é nessa festa que todos 'rasgam as fantasias' e em alguns casos estouram as contas bancárias. Mas, o que fazer? Não aproveitar? Lógico que esse não é o caminho, as pessoas devem se divertir muito, mas, estabelecendo limites financeiros e para saúde.
A saída para a ressaca não ser ainda maior na quarta-feira de cinzas é planejar os gastos com antecedência e saber exatamente quanto pode gastar durante a festa. Caso queira desfilar e ainda não comprou fantasia ou os famosos abadás, melhor pensar muito bem, pois de última hora os preços são muito mais altos, a mesma coisa valem para viagens e alugueis. Muitas vezes, por desespero de perceber que não irá fazer nada, as pessoas agem por impulso e o resultado são as dívidas.
O mundo não vai acabar depois do carnaval, assim, se você não aproveitar nesta ocasião, outras aconteceram, onde poderá se divertir sem preocupações. Mas, seguem mais algumas orientações:
A saída para a ressaca não ser ainda maior na quarta-feira de cinzas é planejar os gastos com antecedência e saber exatamente quanto pode gastar durante a festa. Caso queira desfilar e ainda não comprou fantasia ou os famosos abadás, melhor pensar muito bem, pois de última hora os preços são muito mais altos, a mesma coisa valem para viagens e alugueis. Muitas vezes, por desespero de perceber que não irá fazer nada, as pessoas agem por impulso e o resultado são as dívidas.
O mundo não vai acabar depois do carnaval, assim, se você não aproveitar nesta ocasião, outras aconteceram, onde poderá se divertir sem preocupações. Mas, seguem mais algumas orientações:
1- Tenha ciência da sua situação financeira
O primeiro passo para curtir o carnaval sem entrar no vermelho é saber em que situação financeira se encontra: endividado, equilibrado financeiramente ou investidor. Somente a partir disso é que se poderá fazer um melhor planejamento, para que o período de festa e diversão não acabe comprometendo o orçamento dos meses seguintes.
2- Cuidado com o cartão de créditoO cartão de crédito é uma ótima ferramenta de compra, mas, quem vai curtir o carnaval comprando tudo no cartão de crédito, é preciso ficar atento se terá dinheiro para pagar a fatura na data do vencimento.
3- Economize na fantasia
Se for para algum bloco, festa ou desfile, irá precisar de uma fantasia. Mas tem que comprar uma fantasia ou será que consegue uma emprestada com um amigo? Você ainda pode usar a criatividade e fazer a sua própria. Há sempre uma maneira de se economizar.
4- Beba com moderaçãoPara muitas pessoas, a bebida faz parte da festa, no entanto, o exagero faz mal às saúdes física e financeira. Beba com moderação e aproveite o carnaval sem comprometer o orçamento financeiro.
5- Vai viajar?
Se for viajar, planeje-se antes, pois é natural que, com a euforia do momento, os gastos acabem sendo maiores do que o orçamento permite. Caso perceba que não será possível, veja alguma festa ou bloco de rua na sua cidade mesmo. O importante é curtir o carnaval com responsabilidade!
6- Se previna de problemasEvite levar grandes quantias de dinheiro, cartões e objetos de valor, no meio da folia poderá perder ou mesmo ser furtado, assim, muito cuidado. O pouco que levar, ponha em locais seguros.
Reinaldo Domingos, educador financeiro, autor do best seller Terapia Financeira, Editora DSOP, e do lançamento Sabedoria Financeira, Editora Thomas Nelson.
"Governo federal tem sido bastante insensível", diz agente
O policial federal Victor
Augusto Frutuoso Figueiredo, lotado no estado do Rio de Janeiro, "abriu o verbo" literalmente contra o Governo Federal. Em entrevista ao Jornal do Povo, repercutida no site da Federação Nacional dos Policiais Federais, ele diz que o quadro nacional dos agentes é insuficiente, fala que as reivindicações são praticamente as mesmas da ultima paralisação (em 2012) e que há cerceamento às funções da corporação no país, inclusive para a Copa do Mundo.
Veja a íntegra da entrevista abaixo:
Entrevista com Victor Figueiredo
Veja a íntegra da entrevista abaixo:
Entrevista com Victor Figueiredo
“Polícia Federal está sucateada”, diz policial
|
|
| Victor Figueiredo, policial federal há 17 anos |
Victor
Augusto Frutuoso Figueiredo, é Agente de Polícia Federal, atua há 17
anos na instituição, mas tem 24 anos dedicados à atuação na segurança
pública, uma vez que antes de assumir o atual cargo, havia desempenhado o
papel de policial civil, como papiloscopista, no Rio de Janeiro.
Victor, que é também professor por formação, deve se aposentar pela PF
em aproximadamente dois anos. Em entrevista ao Jornal do Povo,
Figueiredo falou da atual situação da Polícia Federal em Três Lagoas,
assim como em todo o Brasil, e os motivos que levaram a classe a
iniciar, ontem, uma paralisação nacional.
Jornal do Povo – A Polícia Federal de todo o Brasil está mobilizada para uma greve. Quais são as lutas da categoria?
Victor Figueiredo – São basicamente as mesmas da nossa greve de 2012, quando ficamos parados 72 dias. De lá para cá pouca coisa mudou, pelo contrário, o quadro vem se agravando. Então, envolve questão salarial, já que estamos há 7 anos sem nenhum tipo de reajuste ou reparação que seja. E uma questão que tem sido bastante importante, na qual o governo federal tem sido bastante insensível, é a adequação das necessidades dos nossos serviços, das nossas atribuições como policiais. Essa legislação é antiga, as atribuições da Polícia Federal mudaram e isso não foi adequado.
JP - Como está sendo desenvolvida esta mobilização?
Victor – Estamos paralisados, de forma parcial, nesta terça e quarta-feira e, nossa concentração é na praça do Jardim Alvorada, em frente à Delegacia da Polícia Federal. Contamos com o apoio da população e também da imprensa para explicar os motivos desse movimento grevista.
JP – Você disse que em 2012 houve uma paralisação da PF e pouca coisa mudou. Não houve acordo entre a categoria e o Governo Federal?
Victor – Não foi feito acordo. O governo não sinalizou com algo, além do que já é legalmente previsto. Existe uma previsão legal para que as perdas salariais sejam recompostas e o próprio cálculo do governo estima isso em torno de 5% ao ano, para os anos de 2013, 2014 e 2015 e é a única coisa que ele aceita, que é cumprir a lei.
JP – A paralisação afeta quais serviços em Três Lagoas?
Victor – Basicamente os serviços operacionais. Como em Três Lagoas existe essa dificuldade de fixação de efetivo, por compor uma equipe de policiais mais novos, que entraram de três anos para cá, mas que têm medo de retaliação por não terem estabilidade funcional, que só vem após três anos, embora esse período seja para avaliar se o policial está apto ou não para desempenhar a função, os novos agentes têm esse medo.
JP – Fala-se em evasão de agentes da PF. Por quê isso acontece?
Victor – O que acontece hoje, é que o policial federal chega, e por serem pessoas muito bem qualificadas, porque geralmente são especialistas em informática, engenharia, química, contabilidade, por exemplo. Então essas pessoas têm uma expectativa de salário no mercado de R$ 10.000,00 a R$ 15.000,00, ai eles chegam, encontram um salário de R$ 7.000,00 e em uma condição de trabalho sucateada.
JP –A categoria cita, principalmente, de sucateamento da Polícia Federal, como um todo. De que forma isso vem ocorrendo?
Victor – Falo disso com total conhecimento de causa, nestes 17 anos como agente da Polícia Federal. Já trabalhei em uma época que você se sentia, no dia a dia, prestando um serviço muito relevante para a população. Você prendia juízes corruptos, deputados, prefeitos, vereadores, enfim, agentes públicos que estavam lesando o patrimônio do Estado, estavam sendo alvos das operações da PF, e você via que aquilo ia gerar um efeito positivo.
JP – Há suspeitas de fraudes nas obras da Copa do Mundo, inclusive envolvendo o Governo federal. Como a PF vê isso?
Victor - Você vê essas notícias hoje em dia, de altíssimos valores sendo repatriados ao Brasil, da comunidade europeia, Suíça. Tudo faz parte de inquéritos e operações, não só da Polícia Federal, mas são inquéritos de 10, 15 anos atrás. Então você vê, estamos num ano de Copa do Mundo e, eventuais desvios de verbas que estejam acontecendo nas obras, não apenas agora, mas destes últimos anos, ou seja, a PF está em uma condição operacional ruim para realizar este trabalho, que geraria esses frutos daqui 10 ou 15 anos. Então é um questionamento que fazemos nesta greve, já que, a quem interessa uma PF desmobilizada, porque é o que vem acontecendo. A gestão de recursos, de pessoal, enfim, a gestão de um modo geral, no Departamento de Polícia Federal, está muito pior do que já foi no passado.
JP – Você cita as eventuais fraudes dentro do próprio governo federal. Isso é algo contraditório, diria, se tratar de uma situação constrangedora. O eu você falaria sobre isso?
Victor – Temos condições de identificar, exatamente, se e onde, essas fraudes estejam acontecendo. Essa é a questão que estamos colocando ao Governo Federal, e o melhor instrumento que ele tem para, se, e em que extensão isto esteja eventualmente ocorrendo em relação às obras da Copa do Mundo, que são os agentes da PF, está desmobilizado, e não é de agora, já vem de cerca de 5 anos para cá.
JP – Como está o efetivo de agentes em Três Lagoas e região, hoje?
Victor – É insuficiente no Brasil inteiro. A Polícia Federal, por exemplo, atende uma área quase da mesma extensão de um pequeno estado do Nordeste, vai desde Água Clara, Costa Rica, Bataguassu e Anaurilância, embora tenha sido tirado a região destes últimos municípios, porque não íamos para lá. Então pega-se uma área de fronteira com o Estado de São Paulo e, quando Anaurilândia fazia parte, eram 750 quilômetros de fronteira com São Paulo, então aí dá para ter uma ideia da área de cobertura dos agentes que atuam com efetivo reduzido. Posso afirmar que trabalhamos com quase a metade do efetivo suficiente.
JP – Para atender a demanda de serviços necessários, quantos policiais seriam necessários?
Victor - Em termos nacionais, há uma estimativa de que seriam necessários cerca de 10 mil agentes de Polícia Federal, uma vez que hoje estamos com pouco mais de 6 mil, é claro que em Brasília tem uma concentração maior. Ainda falando sobre a questão salarial, vi nestes 17 anos como agente, centenas de colegas virem para assumir o cargo, mas irem embora, já que chegam com uma expectativa de trabalho diferente e vão embora. Em Três Lagoas teve colega que veio, fez outro concurso e foi embora, ou então que voltaram a atuar na iniciativa privada. Inclusive teve um que veia da Receita Federal e quando viu como era a situação, retornou para a Receita, e ainda tem um caso extremo de um rapaz que acabou pedindo exoneração para voltar para casa e estudar, nem esperou passar em outro concurso.
JP – Pode-se dizer que a profissão de agente da PF é de ilusão?
Victor – Dá pra dizer isso sim. Tanto que isso se reflete nos números, que comprovam o que acabei de dizer, uma vez que as pessoas vem, veem como é e desistem da carreira. Na época em que eu entrei na carreira, existia um ambiente de trabalho que te motivava a ser melhor, a trabalhar e a ter incentivo para atuar e qualificar-se e assim promover um bom trabalho, e hoje quem chega já encontra um ambiente nada motivacional.
JP – É sabida a insatisfação quanto à diferença salarial entre agentes da PF e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Como está esta situação?
Victor – Policiais federais e agentes da Abin tem praticamente a mesma qualificação e são envolvidos mais ou menos no mesmo tipo de trabalho, que é a natureza do serviço investigativo e de análise. Há sete anos eles ganhavam menos do que a gente, e hoje estão ganhando quase que o dobro. Não que os agentes da Abin não tenham o direito e mereçam, mas trata-se de atividades muito parecidas, com remunerações muito diferentes.
JP – Houve concurso público da PF, recentemente. Os aprovados já foram convocados? Isso ajudou na questão do aumento do efetivo?
Victor – O concurso foi em 2012 e a maioria dos agentes ingressou no início de 2013. Foram aproximadamente 500 agentes que entraram, então chegamos a 6.400 profissionais, mas esse número foi caindo no decorrer do ano e em dezembro tínhamos 6.200, ou seja, cerca de 200 já deixaram o cargo até o fim do ano passado, e outros mais devem ter se afastado e, posso afirmar que a maioria deles, com menos de três anos de profissão, pediu exoneração, alguns por terem passado em concursos e assumido cargos com maiores vantagens ou simplesmente porque não tiveram motivação para prosseguir.
JP – Como fica a atuação da Polícia Federal durante a Copa do Mundo, diante do número insuficientes de agentes?
Victor – Está acontecendo uma coisa curiosa na Copa do Mundo. A Polícia Federal está meio que...fazendo um trocadilho infeliz... ela está sendo colocada de escanteio. Tem atribuições nossas que estão sendo treinadas pela Polícia Rodoviária Federal e até pela Força Nacional, e isso demonstra que o Governo está se preparando para depender cada vez menos da PF, ou seja, qualificando outras forças para assumirem o nosso papel, no caso de uma greve. O nosso movimento que questiona essa atitude do Governo em relação a essas comunicações são dados objetivos, de verba da Polícia Federal que está sendo devolvida, já que a categoria está sendo utilizada como escape econômico, para gerar superávit primário. Verba está sendo devolvida para o Governo, porque a gestão não consegue usar de forma correta. O nosso orçamento caiu e está sendo aplicado em questões muito pontuais, com uma gestão especificamente dirigida, de um grupo muito restrito na cúpula da Polícia Federal que toma essas decisões, que está vendo a coisa diminuir em termos de prisões. Existem processos no Tribunal de Contas da União em relação a operações que foram feitas como compra de drones (veículos aéreos não tripulados), viaturas e material até para a Copa, e isso está sendo empurrado com a barriga pelo Governo e esse é também um dos questionamentos que o movimento faz.
Jornal do Povo – A Polícia Federal de todo o Brasil está mobilizada para uma greve. Quais são as lutas da categoria?
Victor Figueiredo – São basicamente as mesmas da nossa greve de 2012, quando ficamos parados 72 dias. De lá para cá pouca coisa mudou, pelo contrário, o quadro vem se agravando. Então, envolve questão salarial, já que estamos há 7 anos sem nenhum tipo de reajuste ou reparação que seja. E uma questão que tem sido bastante importante, na qual o governo federal tem sido bastante insensível, é a adequação das necessidades dos nossos serviços, das nossas atribuições como policiais. Essa legislação é antiga, as atribuições da Polícia Federal mudaram e isso não foi adequado.
JP - Como está sendo desenvolvida esta mobilização?
Victor – Estamos paralisados, de forma parcial, nesta terça e quarta-feira e, nossa concentração é na praça do Jardim Alvorada, em frente à Delegacia da Polícia Federal. Contamos com o apoio da população e também da imprensa para explicar os motivos desse movimento grevista.
JP – Você disse que em 2012 houve uma paralisação da PF e pouca coisa mudou. Não houve acordo entre a categoria e o Governo Federal?
Victor – Não foi feito acordo. O governo não sinalizou com algo, além do que já é legalmente previsto. Existe uma previsão legal para que as perdas salariais sejam recompostas e o próprio cálculo do governo estima isso em torno de 5% ao ano, para os anos de 2013, 2014 e 2015 e é a única coisa que ele aceita, que é cumprir a lei.
JP – A paralisação afeta quais serviços em Três Lagoas?
Victor – Basicamente os serviços operacionais. Como em Três Lagoas existe essa dificuldade de fixação de efetivo, por compor uma equipe de policiais mais novos, que entraram de três anos para cá, mas que têm medo de retaliação por não terem estabilidade funcional, que só vem após três anos, embora esse período seja para avaliar se o policial está apto ou não para desempenhar a função, os novos agentes têm esse medo.
JP – Fala-se em evasão de agentes da PF. Por quê isso acontece?
Victor – O que acontece hoje, é que o policial federal chega, e por serem pessoas muito bem qualificadas, porque geralmente são especialistas em informática, engenharia, química, contabilidade, por exemplo. Então essas pessoas têm uma expectativa de salário no mercado de R$ 10.000,00 a R$ 15.000,00, ai eles chegam, encontram um salário de R$ 7.000,00 e em uma condição de trabalho sucateada.
JP –A categoria cita, principalmente, de sucateamento da Polícia Federal, como um todo. De que forma isso vem ocorrendo?
Victor – Falo disso com total conhecimento de causa, nestes 17 anos como agente da Polícia Federal. Já trabalhei em uma época que você se sentia, no dia a dia, prestando um serviço muito relevante para a população. Você prendia juízes corruptos, deputados, prefeitos, vereadores, enfim, agentes públicos que estavam lesando o patrimônio do Estado, estavam sendo alvos das operações da PF, e você via que aquilo ia gerar um efeito positivo.
JP – Há suspeitas de fraudes nas obras da Copa do Mundo, inclusive envolvendo o Governo federal. Como a PF vê isso?
Victor - Você vê essas notícias hoje em dia, de altíssimos valores sendo repatriados ao Brasil, da comunidade europeia, Suíça. Tudo faz parte de inquéritos e operações, não só da Polícia Federal, mas são inquéritos de 10, 15 anos atrás. Então você vê, estamos num ano de Copa do Mundo e, eventuais desvios de verbas que estejam acontecendo nas obras, não apenas agora, mas destes últimos anos, ou seja, a PF está em uma condição operacional ruim para realizar este trabalho, que geraria esses frutos daqui 10 ou 15 anos. Então é um questionamento que fazemos nesta greve, já que, a quem interessa uma PF desmobilizada, porque é o que vem acontecendo. A gestão de recursos, de pessoal, enfim, a gestão de um modo geral, no Departamento de Polícia Federal, está muito pior do que já foi no passado.
JP – Você cita as eventuais fraudes dentro do próprio governo federal. Isso é algo contraditório, diria, se tratar de uma situação constrangedora. O eu você falaria sobre isso?
Victor – Temos condições de identificar, exatamente, se e onde, essas fraudes estejam acontecendo. Essa é a questão que estamos colocando ao Governo Federal, e o melhor instrumento que ele tem para, se, e em que extensão isto esteja eventualmente ocorrendo em relação às obras da Copa do Mundo, que são os agentes da PF, está desmobilizado, e não é de agora, já vem de cerca de 5 anos para cá.
JP – Como está o efetivo de agentes em Três Lagoas e região, hoje?
Victor – É insuficiente no Brasil inteiro. A Polícia Federal, por exemplo, atende uma área quase da mesma extensão de um pequeno estado do Nordeste, vai desde Água Clara, Costa Rica, Bataguassu e Anaurilância, embora tenha sido tirado a região destes últimos municípios, porque não íamos para lá. Então pega-se uma área de fronteira com o Estado de São Paulo e, quando Anaurilândia fazia parte, eram 750 quilômetros de fronteira com São Paulo, então aí dá para ter uma ideia da área de cobertura dos agentes que atuam com efetivo reduzido. Posso afirmar que trabalhamos com quase a metade do efetivo suficiente.
JP – Para atender a demanda de serviços necessários, quantos policiais seriam necessários?
Victor - Em termos nacionais, há uma estimativa de que seriam necessários cerca de 10 mil agentes de Polícia Federal, uma vez que hoje estamos com pouco mais de 6 mil, é claro que em Brasília tem uma concentração maior. Ainda falando sobre a questão salarial, vi nestes 17 anos como agente, centenas de colegas virem para assumir o cargo, mas irem embora, já que chegam com uma expectativa de trabalho diferente e vão embora. Em Três Lagoas teve colega que veio, fez outro concurso e foi embora, ou então que voltaram a atuar na iniciativa privada. Inclusive teve um que veia da Receita Federal e quando viu como era a situação, retornou para a Receita, e ainda tem um caso extremo de um rapaz que acabou pedindo exoneração para voltar para casa e estudar, nem esperou passar em outro concurso.
JP – Pode-se dizer que a profissão de agente da PF é de ilusão?
Victor – Dá pra dizer isso sim. Tanto que isso se reflete nos números, que comprovam o que acabei de dizer, uma vez que as pessoas vem, veem como é e desistem da carreira. Na época em que eu entrei na carreira, existia um ambiente de trabalho que te motivava a ser melhor, a trabalhar e a ter incentivo para atuar e qualificar-se e assim promover um bom trabalho, e hoje quem chega já encontra um ambiente nada motivacional.
JP – É sabida a insatisfação quanto à diferença salarial entre agentes da PF e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Como está esta situação?
Victor – Policiais federais e agentes da Abin tem praticamente a mesma qualificação e são envolvidos mais ou menos no mesmo tipo de trabalho, que é a natureza do serviço investigativo e de análise. Há sete anos eles ganhavam menos do que a gente, e hoje estão ganhando quase que o dobro. Não que os agentes da Abin não tenham o direito e mereçam, mas trata-se de atividades muito parecidas, com remunerações muito diferentes.
JP – Houve concurso público da PF, recentemente. Os aprovados já foram convocados? Isso ajudou na questão do aumento do efetivo?
Victor – O concurso foi em 2012 e a maioria dos agentes ingressou no início de 2013. Foram aproximadamente 500 agentes que entraram, então chegamos a 6.400 profissionais, mas esse número foi caindo no decorrer do ano e em dezembro tínhamos 6.200, ou seja, cerca de 200 já deixaram o cargo até o fim do ano passado, e outros mais devem ter se afastado e, posso afirmar que a maioria deles, com menos de três anos de profissão, pediu exoneração, alguns por terem passado em concursos e assumido cargos com maiores vantagens ou simplesmente porque não tiveram motivação para prosseguir.
JP – Como fica a atuação da Polícia Federal durante a Copa do Mundo, diante do número insuficientes de agentes?
Victor – Está acontecendo uma coisa curiosa na Copa do Mundo. A Polícia Federal está meio que...fazendo um trocadilho infeliz... ela está sendo colocada de escanteio. Tem atribuições nossas que estão sendo treinadas pela Polícia Rodoviária Federal e até pela Força Nacional, e isso demonstra que o Governo está se preparando para depender cada vez menos da PF, ou seja, qualificando outras forças para assumirem o nosso papel, no caso de uma greve. O nosso movimento que questiona essa atitude do Governo em relação a essas comunicações são dados objetivos, de verba da Polícia Federal que está sendo devolvida, já que a categoria está sendo utilizada como escape econômico, para gerar superávit primário. Verba está sendo devolvida para o Governo, porque a gestão não consegue usar de forma correta. O nosso orçamento caiu e está sendo aplicado em questões muito pontuais, com uma gestão especificamente dirigida, de um grupo muito restrito na cúpula da Polícia Federal que toma essas decisões, que está vendo a coisa diminuir em termos de prisões. Existem processos no Tribunal de Contas da União em relação a operações que foram feitas como compra de drones (veículos aéreos não tripulados), viaturas e material até para a Copa, e isso está sendo empurrado com a barriga pelo Governo e esse é também um dos questionamentos que o movimento faz.
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