domingo, 15 de junho de 2014

Costa do Marfim 2 X 1 Japão

Quando o craque faz a diferença...
Sem Didier Drogba em campo, a Costa do Marfim começou a sua estréia na Copa sendo encurralada pelo Japão. Os africanos até começaram com aquele velho controle de bola acompanhado pela forte velocidade, mas o time nipônico não foi mortal quando arriscou. Honda, o craque deles, abriu o placar e fez a história mudar a favor do Japão. A Costa do Marfim não cria mais, estava estática. Nas poucas oportunidades que criou, não conseguiu triunfo.
O segundo tempo começou e a história continuava a mesma. Quando chegou nos 16 minutos, o treinador decidiu colocar a estrela da equipe. Drogba não fez nada demais. Ou melhor, sua presença intimidou os adversários. Marcar Drogba de forma reservada? Na dúvida, a Costa do Marfim aproveitou e fez dois gols em dois minutos. Segurou o restante do jogo e conseguiu um bom resultado.
Resta a dúvida: diante da Colômbia, Drogba vai estar pronto desde o início ou vai ficar para o sacrifício de novo?

Inglaterra 1 X 2 Itália

Foi um jogo digno de um grande clássico europeu. A tensão estava escalada dos dois lados. Por isso, cautela se confundiu com a necessidade de resolver logo a situação.
Uma Inglaterra mais presente, mais para frente nos primeiros minutos. Uma Itália mais retraída, como cobra que quer dar o bote. Em pouco tempo, os papéis se inverteram. Até que chegou o equilíbrio. Foi quando os dois eram iguais que surgiram dois gols seqüenciados. Primeiro, a Itália, com um belo gol de fora da área. Depois, a Inglaterra em um ataque de velocidade.
Foi preciso esperar o segundo tempo. Acredito que marcar o segundo logo no início foi primordial para Itália. Deixou os ingleses com aquela cara de quem quer dizer que “o jogo mal começou e eles já fizeram gol?”. Equilíbrio permanente, Itália em busca do terceiro e Inglaterra lutando pelo empate. Se saíssem mais gols, não seria surpresa. Talvez por conta deste equilíbrio, ficou do jeito que estava até os seis minutos da etapa final.
O resultado foi um bom negócio para a Itália, que só precisa não ser surpreendida pela Costa Rica e segurar o desespero do Uruguai.

Uruguai 1 X 3 Costa Rica

O céu de brigadeiro, azul, de repente, escureceu. Para os uruguaios, é bem verdade. O que aconteceu com nossos vizinhos do sul só é comparável com o feito da Costa Rica, o próprio adversário que derrubou a Celeste.
Fazer um zero a um não era nenhuma surpresa. O que se esperava era saber de quanto seria o placar. A vitória do Uruguai parecia tão certa quanto a derrota dos adversários. Só que ninguém contava com uma reação forte e muito bem arquitetada. Com três gols, cada um em momento crucial, a Costa Rica mostrou a maior zebra até o momento. Três pontos que vão lhe dar cartaz para negociar e cobrar caro de Itália e Inglaterra os pontos que estas disputarem com eles. Três pontos que vão fazer – já estão fazendo – muita falta aos uruguaios. Vencer duas potencias européias não vai ser fácil, nada fácil.
Como se diz sempre que o Uruguai anda mal das pernas: vai ter que surpreender a todos. Porque surpreendidos, eles já foram.

Colômbia 3 X 0 Grécia

Seis minutos de muita pressão e sufoco que resultaram no primeiro gol, pelos do lateral Armero (o do Armeration, lembra?!?!?). Começando assim, era de se imaginar que a Colômbia iria atropelar a Grécia. Foi mais ou menos isso, mas o placar não traduziu o que foi a disputa.
Depois do gol tomado, os gregos deram certo equilíbrio à partida. Os colombianos davam pressão de um lado, os gregos devolviam de outro. Se um arriscava e assustava, o outro não deixava por menos, levando perigos vez por outra.
A questão, o diferencial, ponto primordial era a finalização, a conclusão, a pontaria. Os gregos construíam sem dar aquele trabalho crucial, sem mostrar o real e verdadeiro perigo. Pagaram caro por isso. Outros dois gols da Colômbia foram mortais e definiram o jogo. 3 a 0 que dão a liderança do grupo e adiantam a classificação.

Chile 3 X 1 Austrália

Quem assistiu os primeiros minutos imagina que o Chile foi avassalador e só procurou controlar o jogo. Que fez tudo como quis e sempre teve a partida sob controle. Mas, não foi assim... Os três gols foram fruto de um trabalho complicado.
Na verdade, os dois primeiros nem tanto. O Chile foi com tudo para cima da Austrália e construía as jogadas com muita cautela e agilidade. Foi dessa forma que chegou a dois a zero rapidamente, em um piscar de olhos. Mas, nos últimos quinze minutos da etapa inicial, um susto: a Austrália marcou e colocou fogo na partida.
Quando o segundo tempo veio, a Austrália mostrou outro posicionamento, outra postura, outro jeito de encarar a partida. Foi se valendo disso que eles passaram a assustar a equipe sulamericana. O gol de empate até saiu, mas em posição irregular não vale.
Por sorte, o Chile não era apático; a Austrália foi que equilibrou. E quando todos pensavam ainda no perigo do empate, Beausejour deu tranqüilidade e o segundo lugar do grupo aos chilenos, com 3 a 1 que garantem uma boa briga com os atuais campeões do mundo.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Espanha 1 X 5 Holanda

Se alguém me dissesse que a Espanha perdeu, eu acreditaria e ficaria surpreso. Se dissessem: “Foi goleada”, eu duvidaria mesmo. Nunca que eu imaginaria que isso seria possível da forma como aconteceu. Ainda bem que eu vi...
E vi uma Fúria começar bem melhor, pressionar com vontade, com a disposição de quem estava defendendo o título. Antes de fazer o gol, já merecia estar ganhando por jogar bem. Mas um gol da forma como veio, envergonha. Um pênalti inexistente, que só, mais uma vez, a arbitragem viu. Diego Costa não foi tocado. Pelo contrário, ele pisou no pé do adversário.
Mas o gol parece ter feito mal a Espanha. O time caiu de rendimento de tal forma que seria melhor não ter jogado. Nem em sonhos alguém imaginaria o time de Vicente Del Bosque jogando como jogou. Foi ridículo! Van Persie (2), Robben (2) e De Vrij fizeram o céu de brigadeiro espanhol virar o fundo do mar. Eu nem sei como descrever o que o Robben fez na defesa dos ex-campeões do mundo.
Eu acreditava no triunfo da Holanda, mas fazer do jeito que foi, nem em sonhos. Ainda bem que eu vi...

México 1 X 0 Camarões

A arbitragem pode se preparar para fortes e muitas críticas. Todas negativas. Se a primeira impressão é a que fica, não vai adiantar acertar tudo daqui para frente. O estrago foi feito. E mais uma mostra foi apresentada no jogo entre México e Camarões.
Como eu previa, a seleção africana não apresentaria muito de criatividade. É uma marca das seleções do outro do Atlântico Sul. Eles tocam, tocam, tocam, ganham na força, dividem, ganham, mas concluem mal. Isso quando concluem. O México, ao contrário, criou, tocou, lançou e marcou. Mas foi preciso se esforçar muito. Não adiantava marcar, tinha que vencer e convencer a arbitragem. Dois gols legítimos anulados que poderiam (e ainda podem) fazer muita falta. Ambos do mesmo jogador, Giovani dos Santos. O camisa 10 mexicano ficou uma arara com a arbitragem, em especial, com o auxiliar.
Os dois gols anulados podem fazer falta na hora de definir posições no grupo. Mas, apenas um deu os três pontos necessários para encarar o Brasil sem muita pressão. Peralta foi um atacante nato, quando se posicionou onde a bola ia sobrar.
O México larga e larga bem. Já Camarões vai sacramentando aquilo que espera deles: um turismo curto.

Brasil 3 X 1 Croácia

O que vale é a vitória, os três pontos e o futebol, se foi bonito ou não, fica em segundo plano. Estas teriam sido as palavras dos brasileiros mais entusiasmados com a atuação da seleção brasileira. Mas para quem está torcendo por uma trajetória eficiente, culminando com o hexacampeonato, muito precisa ser feito. Mas muito mesmo, sem força de expressão.
O jogo entre Brasil e Croácia não traduziu o realismo da partida. O time de Luís Felipe Scolari estava apático, muito preso taticamente e voltado todo para um único jogador: Neymar. As jogadas iam sendo construídas de forma que parecia ser obrigatória a passagem da bola pelo camisa 10. Ele, ao contrário dos companheiros, não viveu o sentido de coletivismo. Sempre que tocava na bola, o primeiro pensamento parecia ser: “como vou passar por todos?”. Só que, na maioria das vezes, ele não construiu sozinho. No único lance de relativa liberdade, conseguiu atingir a meta, empatando para o Brasil. Isso só aconteceu com quase meia hora de jogo, quando a Croácia já estava a frente no placar, depois de um vacilo completo da defesa, que culminou em um desvio sinistro de Marcelo para os fundos da rede do companheiro Júlio César.
Um a um virou e um a um permaneceu por quase trinta minutos do segundo tempo. Eu tinha dito que se o Brasil não fizesse o segundo gol com até 20 minutos, o desespero iria se abater sobre os jogadores e comissão técnica. Tudo isso porque alguém inventou que o time tem a obrigação de ganhar esta Copa, ignorando por completo outras forças, como Argentina, Espanha, Holanda, Itália e Alemanha – isso sem citar as surpreendentes seleções em ascensão. Foi dito e certo: o desespero chegou com 20 minutos. E teria permanecido se o juiz não tivesse sido infeliz na sua marcação do pênalti em cima de Fred. O segundo gol marcado por Neymar não mudou a imagem dele, um atleta individualista, “delegado”, fominha e sem espírito patriótico. Engana-se quem pensa que ele quer ajudar o Brasil. Neymar pensa nele. O Brasil e a Copa são apenas caminhos para atingir algo que ele pode conquistar ainda nos próximos anos: o título de melhor jogador do mundo.
Chave de ouro para fechar: a falta contra o Brasil não-marcada que resultou no terceiro gol do Brasil. Menos mal que foi assinalado por Oscar, o melhor em campo do Brasil e que calou muitos críticos. Pois é... Enquanto o Padrão Fifa escolhia Neymar como melhor jogador da partida...
A Croácia merecia sorte melhor. Ao menos, jogou melhor.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

E o Brasil? Não se decepcione

Que expectativa! Esperei muito para falar do Brasil.
Time que tem um comandante e tanto. Luís Felipe Scolari é técnico dos bons. Sabe como impor seu estilo e arrumar um time nas adversidades.
Tem alguns bons talentos, entre eles Neymar. Mas o badalado jogador será o fiel da balança. Se for individualista, mesquinho e estrela, o rendimento do time cai e, tenho certeza, o título vai pegar viagem para outro lugar.
Mesmo sendo generoso, o risco ainda existe. Vejo o Brasil com bom nível técnico, mas que, na prática, não conseguiria superar outros selecionados, como Alemanha, Itália e até mesmo a Bélgica.
Por isso, não acredito que o hexa seja agora.

POSSÍVEIS PLACARES:

3 X 1 Croácia
3 X 1 Camarões
2 X 1 México

O primeiro adversário do Brasil

A Croácia... Adversário de estreia. Depende do que ela fizer contra o Brasil, a verdadeira noção do que os brasileiros vão esperar da seleção canarinho. Pode até suportar a pressão por alguns minutos, mas não será páreo.
A briga da Croácia vai ser contra o México. Quem sair vencedor do confronto entre os dois, vai estar na próxima fase. Daí, é outra história.

POSSÍVEIS PLACARES:

1 X 3 Brasil
2 X 1 ou 1 X 2 México
1 X 1 Camarões

México como surpresa

O nossos vizinhos latino-americanos não é muito acreditado pela crítica esportiva. Mas vejo o México com um potencial de avançar de fase. Se vai adiante, será outra história.
Apesar de não ter nenhuma grande estrela, vejo o futebol mexicano como uma representação que, se usar da simplicidade no modo de jogar, vai surpreender croatas e camaroneses.

POSSÍVEIS PLACARES:

1 X 2 Brasil
2 X 1 ou 1 X 2 Croácia
2 X 2 Camarões

O último dos turistas

Desde a Copa de 1990, Camarões vem sendo figura conhecida nos mundiais - poucos foram em que eles não estiveram. No entanto, somente naquele ano, eles conseguiram surpreender, com Roger Millar aprontando contra a Argentina.
Mesmo contando com um craque como Samuel Etoo, a equipe africana não deve ser nenhum problema para as outras equipes do grupo. Quem sabe um empate aqui, outro ali, dê um alívio para eles não saírem em último do grupo.

POSSÍVEIS PLACARES:

3 X 1 Brasil
1 X 1 Croácia
2 X 2 México

Holanda: avante!

A Laranja Mecânica de Louis Van Gaal pode ser sim surpreendente. E não falo isso pela campanha nas eliminatórias, onde os times que ela encarou não foram nada concorrentes. Três vitórias vão sacramentar o primeiro lugar do grupo e uma passagem tranquila. Isso dará até a sensação de alma lavada diante da Espanha. E acredito que siga em frente até, pelo menos, as quartas-de-final.

POSSÍVEIS PLACARES:



2 X 1 Espanha

2 X 0 Chile

2 X 0 Austrália

Mais uma para passear


A seleção africana vem sendo figura repetida em várias copas. Todo mundo se lembra do que Roger MIllar fez em 1990. Mas, de lá para cá, a seleção não conseguiu repetir grandes feitos. Vem mostrando um futebol que não beira grandes expectativas. Apesar de ter um craque como Samuel Etoo, não consegue evoluir. Não deve passar para a segunda fase.

POSSÍVEIS PLACARES:

2 X 2 México
1 X 1 Croácia
1 X 3 Brasil

A Roja vai parar no meio do caminho?

A atual campeã mundial é tida como a segunda grande favorita. Mas manter um título tem seus percalços. E não vai ser nada fácil passar por Holanda e Chile. Acredito, até, que os holandeses vençam. A derrota da final de 2010 ainda está atravessada. Tenho uma quase certeza: vencer, a Roja de Vicente del Bosque não consegue. Por isso, a Espanha pode começar a se contentar com o segundo lugar. Isso se o Chile não quebrar a castanhola...

POSSÍVEIS PLACARES:



1 X 2 Holanda

2 X 1 ou 1 X 1 ou 0 x 1 Chile

3 X 1 Austrália